Neste artigo
Expressões como “100% do CDI” aparecem em ofertas de investimentos, mas não representam uma rentabilidade fixa de 100% ao ano. Elas descrevem uma relação com um indicador que varia ao longo do tempo. Entender essa diferença é o primeiro passo para ler a proposta corretamente.
O que é a Taxa DI
A B3 explica que a Taxa DI é apurada a partir de operações de depósitos entre instituições financeiras de prazo de um dia. CDI e Taxa DI são frequentemente usados de maneira próxima na comunicação comercial, embora um termo se refira ao instrumento e o outro à taxa calculada. O investidor pessoa física usa essa taxa como referência, não como uma aplicação direta nessas operações entre bancos.
Um percentual do indicador não é um percentual do seu capital
Se uma oferta prevê remuneração atrelada a um percentual da Taxa DI, a regra será aplicada ao comportamento do indicador conforme o contrato. O resultado depende do período, da metodologia e da variação efetiva da taxa. Não se deve interpretar “110% do CDI” como ganho de 110% sobre o dinheiro aplicado.
Também não basta dividir uma taxa anual por doze para obter uma taxa mensal equivalente em um cálculo composto. A base de dias e a capitalização precisam ser consideradas.
Compare mais do que o percentual anunciado
Imagine duas ofertas hipotéticas, uma com percentual maior do indicador e resgate apenas no vencimento, outra com percentual menor e condições de acesso diferentes. Sem conhecer prazo, risco, custos e tributação aplicável, não é possível concluir qual atende melhor a um objetivo.
Uma necessidade de dinheiro antes do vencimento pode tornar a liquidez mais importante do que uma diferença na taxa anunciada. Também é necessário conferir quem é o emissor e quais garantias, se houver, se aplicam ao produto.
Faça uma ficha de leitura
- Nome e tipo do produto, com identificação do emissor.
- Regra de remuneração e indicador de referência.
- Prazo, carência e condições de resgate.
- Custos e tributação informados na documentação.
- Riscos e eventual cobertura aplicável.
Use simulações com hipóteses visíveis
Um cálculo de rendimento futuro precisa escolher uma trajetória para o indicador. Essa escolha é uma hipótese, não um fato já ocorrido. Compare cenários e separe resultado bruto de resultado líquido. Quando consultar um simulador, verifique quais despesas e impostos ele incluiu.
O texto apresenta conceitos de leitura de ofertas e não recomenda um investimento individual. A decisão exige relacionar as condições do produto ao objetivo e à necessidade de acesso ao dinheiro.
Continue a leitura
- Taxa Selic: o que observar no crédito e no orçamento
- Liquidez: o que conferir além de D+0 e D+1
- FGC: como entender os limites e conferir a cobertura
Fontes para consulta
Referências conferidas em 3 de novembro de 2026. Os exemplos numéricos são hipotéticos. Conteúdo educativo, sem recomendação individual de crédito ou investimento.






